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N.º de Páginas - 108 Encadernação - capa dura PVP - 12 euros ISBN - 9789724415574 Tradução - Luís Filipe Sarmento |
«Na realidade, todas as histórias se sucedem, uma de cada vez, no passado, presente e futuro. Pode até dizer-se que é inevitável. Cada personagem, ao ser “representado”, carrega consigo a consumação do seu passado, a realidade do seu presente e a incerteza do seu futuro»
Leonardo Sciascia
Esta é epítome que abre Sem Necessidade, mas podia ser a súmula de toda a obra. O inominado protagonista desta novela, um homem de meia-idade, ante a morte iminente de um amigo - a quem restam sete dias de vida - decide partir. A sua reacção consistirá em empreender uma viagem sem importância, uma espécie de peregrinação a Portugal, levando como “guia” as velhas fotografias do seu passado em comum numa pequena terra de agricultores, na fronteira. Esta nova viagem significa uma fuga da morte e, ao mesmo tempo, uma espécie de homenagem. Mas será também a viagem de alguém que se quer afastar de um outro passado muito diferente, o dos clubes de golfe e das empresas multimilionárias.
Julián Rodríguez (n. 1968, Ceclavín, Extremadura) publicou o seu primeiro romance Lo improbable em 2001 e em 2002 uma compilação de 3 contos, La sombra y la penumbra. O seu segundo romance, Sem necessidade (2006) foi considerado um dos melhores livros do ano pelos críticos do diário El País e recebeu o Premio Ojo Crítico, da Radio Nacional de España.
Em 2004, a par da sua produção como romancista iniciou um ciclo de obras de não-ficção, entre a autobiografia e o ensaio, a que chamou «Piezas de resistencia»: o primeiro título deste ciclo foi Unas vacaciones baratas en la miseria de los démas, que recebeu o Prémio Novos Talentos Fnac; seguiu-se Cultivos (2008).
Julian Rodriguez é também director literário da editora Periférica, reputada pela sua irrepreensível edição de clássicos da literatura.
