Porquê «Minotauro»?

O nome da chancela deve ser lido em estreita associação com a sua epígrafe – «No labirinto da literatura, somos resgatados pelo fio da narrativa», que figura na obra De asterionis fabula, de autor anónimo – e com o conceito que está na base do projecto.
Tendo como base o mito grego do Minotauro, a chancela pretende ser o fio de Ariadne que orientará o leitor – que fará aqui de Teseu – pelo vasto universo labiríntico da produção literária espanhola. Por outro lado, remete para um mito de uma civilização que é, ainda, a matriz fundadora da nossa cultura.

Num pequeno excurso, viajemos até Creta, berço do mito do Minotauro. Na antiga cultura micénica, a figura do touro estava profusamente representada e este animal era objecto de um culto difundido por toda a ilha, como atestam, por exemplo, as suas muitas representações no palácio de Cnossos, morada do lendário rei Minos.
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Fotos: Yannis Yannelos, Kostas Adam

